Correndo o risco de parecer atrasada, a verdade é que só esta semana sinto que comecei o novo ano.

Uns dias ótimos fora de Lisboa depois do Natal, entre família e amigos, com um regresso direto para regresso às aulas em modo virtual e um marido combalido com doenças daquelas antigas que as pessoas tinham #antesdecovid trouxeram-me memórias demasiado vívidas de há um ano atrás (ou dois?). Achamos que temos a cabeça arrumada e as gavetinhas organizadas, mas com o gatilho certo – digo, errado – vai tudo por água abaixo.

E nem vale a pena entrar nesta redundância que já nos cansou a todos e nos privou demais das nossas vivências e convivências, afetos e fugas, as coisas de que mais sinto falta (e ao contrário das promoções, cumulativas entre si), mas a verdade é que este (meu) arranque aos solavancos foi um poderoso reality check para me dar o balanço que faltava para entrar – realmente – no recém-inaugurado ano.

Que 2022 seja uma tela em branco para encher de cor, amor, saúde e alegria. Que possamos todos fazer mais o que gostamos e cada vez menos o que não nos agrada (minha principal resolução de ano novo!), sem concessões em relação ao que nos traz felicidade! A vida é curta. E frágil.

Por aqui, queremos continuar também a dar vida a sonhos e desejos, trazer (mais) beleza aos nossos e vossos dias, criar muito e sem limites! Vemo-nos em breve?

Bom ano!