“Isto já não é o que era”, “no meu tempo é que era bom”, “o mundo está do avesso”, “agora é tudo descartável”… podíamos continuar neste rol de frases “ouvidas no metro” (e em todos os outros lugares) e, para dizer verdade, se eu fosse a minha avó, o mais provável é que caísse mesmo para trás com tantas – e tão grandes – mudanças que temos visto acontecer no mundo, num espaço de tempo que é cada vez mais curto.

É inegável que algumas mudanças trouxeram mesmo a sentença de morte a hábitos e costumes instituídos há séculos e que “isto já não é o que era”, mas gosto de acreditar que pensar em contra-corrente não é só pensar “contra” e quando vi este artigo na revista Time Out Lisboa senti-me… feliz!

Não acredito que estejamos a assistir ao fim da era do corte e costura. O mass market, a democratização do mundo da moda e a indústria do pronto-a-vestir trouxeram (a par de alguns desafios, claro) consumidores mais exigentes e informados e, logo, mais espaço para o trabalho exclusivo, personalizado e de detalhe que só é possível com a moda por medida.

E é um enorme prazer receber pessoas, pedidos e briefings  tão especiais, faz com que o nosso dia-a-dia seja também único a cada dia que passa: vemos nascer noivas, madrinhas, rainhas de festa e rainhas de cada dia, que é como acredito que cada uma de nós se deve sentir t-o-d-o-s o-s d-i-a-s.

Modista “à antiga”? Sim, com muito orgulho.